O Laboratório Mágico
Sobre o Jogo:
O Laboratório Mágico Abandonado coloca o jogador no papel de um jovem mago arcanista que decide explorar um antigo laboratório de magia esquecido pelos homens, mas ainda tomado por energia arcana.
Nesse espaço, fantasmas circulam pelos corredores escuros, gemas mágicas brilham no ambiente e uma entidade chamada Vigia observa a progressão do jogador até o confronto final de cada andar. A fantasia do jogo é a de uma incursão em um lugar proibido, onde cada novo piso representa um teste de sobrevivência, domínio mágico e avanço rumo ao próximo nível do laboratório.
Visualmente, as imagens reforçam bem essa narrativa: o material promocional mostra um mago encapuzado em um laboratório de tons roxos e azulados, cercado por gemas brilhantes, poças tóxicas e ameaças sobrenaturais; outra imagem destaca uma chuva de meteoros caindo sobre o cenário, comunicando poder arcano e escalada de combate. A atmosfera combina bem com a proposta de um roguelike mágico, misterioso e agressivo.
Principais features
O jogo é apresentado como um roguelike no estilo Vampire Survivors, em visão 3D isométrica low poly, com foco em combate contínuo, progressão rápida e builds diferentes a cada tentativa.
O jogador controla um mago com habilidades como Aqua Beam, Chuva de Meteoros, Minas Arcanas, Escudo Mágico, Flash Mágico e Willow Wisp, o que já indica variedade ofensiva e diferentes formas de controlar espaço e dano.
Outro ponto forte é o sistema de progressão. Os inimigos dropam orbs de XP, e a cada level up o jogador escolhe 1 entre 4 habilidades aleatórias, criando runs diferentes e incentivando experimentação de build.
Os inimigos fantasmas escalam em vida, dano, quantidade e velocidade conforme o avanço, enquanto o mapa traz itens e elementos gerados proceduralmente, ajudando na rejogabilidade. O jogo também inclui poções de vida, mana, stamina, invulnerabilidade e stealth, além de um objetivo de fase muito claro: coletar 5 Gemas de Nexus para invocar o Vigia.
A interface também é uma feature importante do projeto. Pelas capturas, dá para ver uma HUD com objetivo, barras de status, contador de gemas, tempo e nível, além de telas específicas de instruções, pause e upgrade, o que mostra uma preocupação com fluxo de uso, legibilidade e estrutura de progressão.
Isso fortalece o projeto não só como protótipo mecânico, mas como produto jogável com boa comunicação de sistemas.
Core-loop do game
O core-loop é simples, forte e muito apropriado para o gênero.
O jogador entra em um andar do laboratório, enfrenta ondas de fantasmas, usa seu ataque mágico básico e habilidades equipadas, coleta orbs de XP para subir de nível e escolhe upgrades para fortalecer sua build.
Em paralelo, precisa explorar o mapa para encontrar 5 gemas, tudo isso dentro de um limite de 5 minutos por nível. Quando reúne as gemas, o jogo invoca o Vigia, que funciona como boss da fase. Ao derrotá-lo, o jogador avança para o próximo andar e reinicia esse ciclo em um contexto mais difícil.
Resumindo o loop em sequência:
entrar no andar → sobreviver e limpar inimigos → coletar XP e evoluir → montar build com upgrades aleatórios → encontrar 5 gemas → invocar o Vigia → derrotar o boss → avançar de fase.
Esse loop é eficiente porque combina pressão de tempo, crescimento do personagem e objetivo de fase bem definido, criando uma experiência rápida, direta e com boa rejogabilidade.
Sobre o Projeto:
Desafio
Desenvolver O Laboratório Mágico Abandonado significou enfrentar um desafio duplo: criar um roguelike funcional, divertido e visualmente coerente, ao mesmo tempo em que eu testava, na prática, os limites da IA como apoio real no desenvolvimento de jogos.
O projeto foi concebido como um experimento de produção assistida por IA, mas exigiu direção autoral para transformar sugestões, protótipos e código em um produto jogável com identidade própria.
A proposta central do jogo já trazia uma base forte de design — sobreviver a cada andar, coletar 5 gemas arcanas, invocar o Vigia e derrotá-lo antes do tempo acabar — e o desafio era fazer esse loop funcionar de forma clara, responsiva e interessante dentro de uma experiência roguelike de ritmo acelerado.
Objetivo
Meu objetivo foi construir um protótipo viável e rejogável, capaz de provar que a IA pode acelerar partes importantes do pipeline de produção, desde que exista uma direção sólida de game design guiando as decisões.
Para isso, busquei criar um jogo com core loop bem definido, progressão por XP, escolhas de build com upgrades aleatórios, habilidades ativas e passivas, inimigos escaláveis, boss de fase, interface clara e uma direção de arte low poly mágica que reforçasse o clima de mistério do laboratório abandonado.
A meta não era apenas “fazer um jogo com IA”, mas demonstrar como combinar visão de produto, documentação e iteração para chegar a um resultado coerente e jogável.
Ação
-
Atuei como Game Designer e Solo Developer, sendo responsável por estruturar o GDD, definir as regras do loop principal, desenhar os sistemas de progressão e combate e consolidar a experiência do jogador.
-
Projetei a lógica de coleta das gemas, o encontro com o boss, o limite de 5 minutos por fase, o level up com escolha entre 4 habilidades aleatórias e a variedade de builds possíveis a cada run.
-
Também defini a interface do jogo — HUD, telas de pausa, instruções e level up — e a direção visual do projeto, com estética 3D low poly, atmosfera mágica e leitura arcade inspirada em Vampire Survivors.
-
Durante a produção, utilizei o Gemini como apoio para prototipagem e programação, iterando sobre código, sistemas e balanceamento, enquanto eu mantinha o foco nas decisões de design, no game feel e na consistência visual do projeto.
Resultado
O resultado foi um roguelike autoral jogável em navegador, com proposta clara, identidade visual consistente e sistemas suficientes para sustentar uma experiência de ação e progressão em sessões curtas.
O projeto se destaca por demonstrar minha capacidade de unir documentação de features, direção de game design, implementação solo e uso estratégico de IA em um mesmo case.
Mais do que validar uma mecânica isolada, O Laboratório Mágico Abandonado se tornou uma prova prática de que é possível usar IA como ferramenta de aceleração sem abrir mão de autoria, controle sistêmico e visão de produto.
Como peça de portfólio, ele evidencia minha habilidade de transformar uma hipótese de produção em um protótipo funcional, com loop compreensível, boa comunicação visual e potencial de expansão.









