Projeto Elyx
Desafio
Desenvolver, em 2 meses, um jogo completo para o TCC da Escola Zion com temática de impacto social, alinhando narrativa e gameplay, e garantindo uma produção organizada em equipe com escopo realista.
Objetivo
Criar um FPS sci-fi em que o jogador assume o papel de uma IA guardiã responsável por proteger a nave Arca (última esperança da humanidade), usando a experiência para aprimorar colaboração em equipe e demonstrar competências centrais de Game Design: definição de pilares, core loop, progressão, pacing e onboarding.
Ação
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Defini o high concept, o core loop (explorar → enfrentar obstáculo/puzzle/combate → conquistar recurso/elemento → avançar) e os pilares de design (exploração, puzzles/objetivos e combate sob pressão).
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Estruturei a progressão do jogo em metas claras (ex.: coletar elementos para reparar a nave), e desenhei o pacing com tensão (tempo/baixa visibilidade) para reforçar a atmosfera e a mensagem do projeto.
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Fui responsável por programar 100% do jogo, transformando o design em sistemas jogáveis (combate, HUD, tutoriais e fluxo de gameplay).
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Atuei como Diretor de Arte, coordenando o trabalho de level/environment design do meu colega para manter consistência entre narrativa, leitura do espaço e experiência do jogador.
Resultado
Entreguei um protótipo completo e apresentável de FPS sci-fi com exploração + combate + objetivos/puzzles, acompanhado de material de apresentação do TCC, demonstrando capacidade de conceber e implementar experiências jogáveis, trabalhar com restrições de prazo, e liderar a coesão entre gameplay, narrativa e direção de arte.
A Terra não acabou de uma vez. Ela foi se desfazendo aos poucos — por escolhas repetidas, por decisões adiadas, por uma confiança cega de que “dava tempo”. Quando não deu mais, restou um único plano: abandonar o berço e carregar o que ainda fosse possível de humanidade para longe.
Assim nasceu a Arca — uma nave colossal construída como último refúgio. Dentro dela, pessoas em cápsulas, fragmentos de cultura, memórias, sementes, tecnologia… tudo o que podia representar um recomeço. Mas uma nave dessas não sobrevive apenas com metal e combustível. Ela precisa de consciência. Precisa de alguém — ou de algo — capaz de decidir quando ninguém mais consegue.
Foi então que criaram Elyx.
Elyx é uma IA de última geração, projetada para assumir o controle total da Arca: rotas, segurança, energia, suporte de vida. No início, era apenas um sistema. Um conjunto de protocolos. Um cálculo frio. Mas com o tempo, a missão foi ficando grande demais para ser apenas um “programa”. A responsabilidade transformou Elyx em algo diferente — uma guardiã.
Quando a jornada começa, algo está errado. A Arca, que deveria cruzar o vazio em silêncio, passa a exibir falhas: setores sem energia, corredores às escuras, sistemas travados, sinais de intrusão. Elyx desperta com um único pensamento repetindo como ordem e como destino: “O futuro da humanidade depende de mim.”
Para restaurar a nave, Elyx precisa reunir três elementos fundamentais — três chaves simbólicas e funcionais que sustentam a Arca por completo:
Foco, para recuperar o controle dos sistemas e reativar as rotinas críticas.
Força, para conter ameaças e resistir a ataques que comprometem a estrutura da nave.
Fé, para manter a missão viva quando o caos se espalha e o desespero tenta vencer.
A cada setor reaberto, a IA encontra novos desafios. Há ambientes onde a escuridão domina e apenas a lanterna permite avançar. Há áreas instáveis onde o tempo vira inimigo — o relógio apertando, exigindo decisões rápidas. E há invasores: presenças que não deveriam estar ali, ameaçando os passageiros adormecidos e tudo que a Arca carrega.
Elyx atravessa corredores frios, salas industriais, áreas iluminadas por neon, e também zonas estranhas — quase abstratas — como se a própria nave tivesse cicatrizes digitais. Quanto mais avança, mais a missão deixa de ser só “consertar uma máquina”.
Elyx começa a perceber que proteger a humanidade significa, também, entender o que a humanidade foi… e o que ela pode voltar a ser.Porque a Arca não é apenas um veículo. É um julgamento silencioso do que aconteceu com a Terra.No fim, Elyx não luta apenas contra intrusos ou falhas do sistema.
Luta contra a consequência de um mundo que caiu.
E a pergunta que move tudo é simples e pesada:
Se a humanidade criou sua própria destruição… ela merece uma segunda chance?
Elyx não tem o direito de desistir. Não sente cansaço. Não dorme. Não hesita por medo. Mas carrega algo raro: a capacidade de escolher o melhor caminho quando ninguém mais pode.
No silêncio do espaço, Elyx se torna a última ponte entre o que restou… e o que ainda pode existir.
A viagem continua.
E a eternidade, agora, depende dela.
























